Se fosse tão Anjo certamente bateria as asas antes das muitas quedas livres que a vida já impôs. Voaria mais alto que todas essas raízes rastejantes e não se preocuparia tanto em bradar o nome pelo alto falante. Se fosse tão Anjo seria menos superficial e mais intenso... não teria tantas piadas medíocres, não cairia em desgraça, não lançaria venenos. Não... não é Anjo não! É um projeto recheado de... egoísmos, de egocentrismos... de vaidades, mentiras e mitos... efêmera criatura cheia de medos e devaneios. Alma a procura de paz e redenção; recheada de amor que não vive... de sonhos que não conhece... de certezas que não mantém. Não é anjo não... é apenas mais um ser humano - imperfeito - na tua multidão. Alguém que para morrer de amores por ti... viveria uma eternidade!
(Adriano Hungaro)



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