A única condição que separa o sonho da realidade é a força de vontade em realiza-lo!
( Adriano Hungaro )

terça-feira, 6 de setembro de 2016

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Antônimos

Eu só queria ter o seu abraço 
Pra ver se eu disfarço essa falta de você 
Poder tocar, sentir o gosto do seu lábio 
Entrar no compasso e o seu coração bater 
Olhar nos seus olhos e dizer Sem você 

Não importa se é doce ou salgado 
Se tá quente ou gelado 
Se faz sol ou vai chover 
Eu achei que tava certo, fui errado 
Era leve, tá pesado ficar longe de você 
Pro escuro ficar claro 
O sozinho acompanhado 
É só a gente ficar junto e não separado 

Eu só existo se for do seu lado 
Se for do seu lado.

( Jorge e Matheus )
06/09/2016
São Carlos - SP

sábado, 3 de setembro de 2016

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ENTRE PEDRAS E FLORES! . . . (2)

Numa etapa da sua vida, entre teus sonhos e tuas decisões, entre o imaginário e o real, você se faz semi-deus e acredita que pode transformar pedra em flor. Então daí, lenta e cuidadosamente, você prepara a terra, aduba e acomoda a tua pedra mais preciosa num vaso chines... confortável e lindo. E você protege-a do sol intenso, do vento gélido e diariamente despende doses homeopáticas de amor e carinho. Com o passar dos dias aumenta ainda mais as doses de amor... esperando transformar a pedra em linda flor. Até que depois de um tempo - quando começa a perceber que as primeiras palavras já não são mais as mesmas, que cumplicidade já está nau e que a frieza começou a tomar conta... conclui por raciocínio lógico (entre a premissa maior e menor) que, infelizmente, houve silogismo. Ora, a pedra regada com carinho e amor continua inerte, continua fria e sem qualquer condição que mude seu estado. Então percebe que - apesar de todo o cuidado e zelo - pedra é pedra e flor é flor! Dai também percebe, numa lucidez ainda maior, que flores não viram pedras e que pedras jamais serão flores. E neste ponto, com muito mais causa do que efeito, você percebe que existem pessoas simplesmente iguais às pedras; pessoas que jamais conseguirão se transformar em flores; pessoas que ao invés de destilarem amor e boas palavras... destilam venenos e pragas. Então, por mais que você dê palavras, carinho, compreensão, cumplicidade e amor... por mais que dê o teu perdão universal... pessoas de pedra mantém um coração de pedra e jamais se transformarão. No final, entre todas as tuas decepções, depois de tanto empenho, compaixão e amor... você conclui que flores são flores e pessoas de pedra serão eternamente pessoas de pedra... Serão eternamente frias, vazias e calculistas!


                                                      ( Adriano Hungaro )

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Seria tão bom se só tivessem abraços... e que fossem eles bem apertados. Seria tão bom se só tivessem beijos... sendo eles sempre: molhados, lascivos e despudorados... daqueles mais apaixonados e eternizados. Seria bom se só tivéssemos chegadas... e que ficássemos totalmente ausentes das nossas partidas. Seria tão bom se não sentíssemos saudades ou, se sentíssemos, que elas se resolvessem em fração de segundos. Seria tão bom se tivéssemos apenas sorrisos... algo mágico e desmedido... e que as lágrimas fossem apenas um acessório inutilizável. Seria tão bom se fosse entre o meu eu, o seu e a terra do nunca... e nós dois juntos brincando em tantas aventuras... Entre o nosso navio voador e as nuvens. E que pudéssemos nos redescobrir dia a dia... nos redesenhando... nos desfazendo e refazendo... até sermos lendas, estrelas, céus e infinitudes. Até ser saudade que se escreve na areia da praia para que as ondas levem por todos os cantos. Seria tão bom se tivéssemos tudo isso... tudo isso e absolutamente mais nada!

(Adriano Hungaro )
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Confesso que gosto de você (!) ... e estou aprendendo a gostar mais ainda com o passar do tempo. Gosto da tua timidez, da tua introspecção e das tuas muitas boas palavras. Gosto de você em trajes chiques e bem maquiada; mas gosto bem mais ainda... de você quase sem roupas... com a cara lavada. Gosto da tua bagunça generalizada.quando se diz, super organizada.

Confesso que gosto de você (!) ... assim também como gosto dos teus medos, das tuas inseguranças, dos poemas que guardou de lembrança e das tuas fotos: pretas e brancas. Gosto do brilho do teu sorriso, da tua boca... dos teus decotes e da tua voz... falada baixa e devagar. Também gosto de olhos nos olhos... do teu olhar.

Confesso que gosto de você (!) ... e gosto mais ainda quando me pede um fragmento... quando me conta boas histórias e me pede para desenhar alguns rabiscos da vida. Gosto de você em todos os teus pedaços, em todos os teus pecados... em todas as tuas entrelinhas; das palavras murmuradas às rimas. Gosto quando te eternizo num poema ou quando apenas digo teu nome. Gosto quando você esta silente ou não quer falar nada porque o dia foi tenso. Gosto contigo... de cada pequeno momento... entre as tantas e tantas horas que vivemos.

Ora... a vida nos põe em seu mar trazendo e levando momentos, sonhos, contos, esperanças, amores e pessoas. O mar me trouxe você para, entre as palavras e rimas, contemplar-te sobre os céus, as estrelas e o universo inteiro. Seja bem vinda!


( Adriano Hungaro )
28/0/2016
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( Adriano Hungaro )
26/08/2016

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 ( Adriano Hungaro )
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( Adriano Hungaro )

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Eu gosto muito do por do sol ... porque - se de um lado - parece que a gente vai desaparecendo com ele... - por outro - a gente vai criando um certa esperança de que amanhã nasce de novo... mais brilhante e sem sombras. Eu gosto muito do por do sol porque - além das cores - por mais que a gente vire noite... daqui a pouco nos tornamos sublime antemanhã.

(Adriano Hungaro )

... ♥ ...

Que a nossa alegria se liberte das feras tristes. Que a nossa liberdade jogue para fora todo o medo. Que o ponto exato de equilibrio seja o nosso melhor beijo. Que a melhor temperatura seja a de nossos corpos ... grudados e cheios de desejos. E apesar de tudo que ainda impede o aperfeiçoamento e a nossa interior grandeza... Que nos faltem duvidas e sobrem dezenas de certezas. Tudo no mundo muda... Tudo se aperfeiçoa. Teu olhar nos meus olhos... Tua boca na minha boca. No final de nós... nossos corpos entrelaçados. Boca com boca... Braços em abraços! 

(Adriano Hungaro )

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Porque o amor, na sua essência, não requer qualquer retribuição! Ama-se por uma razão interior, por um estado de espirito... por um estado de graça. É como se nessa condição existisse a receita da felicidade... então também se ama porque o amor faz ser feliz. E tudo isso supera todos os mais científicos entendimentos, ultrapassa a mais complexa e pura razão e racionalidade. Ama-se pelo que o outro é interiormente... e não pelo que esperam que seja... ou pelo que esperam que tenha... ou pelo que viva... ou por como seja fisicamente. Ama-se numa incomensurável medida ... e por esse amor não se desenham explicações para demonstrá-lo. E mesmo que você jamais perceba... O amor te ensina a ser benevolente... O amor que ensina a doar partes da tua vida... O amor te faz melhor e, incontestavelmente, sempre te fará viver mais e mais a cada dia.


(Adriano Hungaro)
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A vida segue... 

 Tem horas que precisamos rasgar as melhores partituras, colocar fogo nas paisagens mais escuras e colorir o branco mais branco da lua. Tem horas que precisamos rasgar os retratos dos amores passados, guardar os segredos nos relicários e esquecer o mapa de onde todos nossos maiores tesouros foram enterrados. 

Tem horas que é melhor ficar silente, porque pedir perdão não terá causa e nem efeito, porque muito antes disso... o nosso "eu culpado" já assumiu seu ato imperfeito e condenou-se sem perdão. Tem horas que será necessário presar pela inércia, posto que os tantos versos escritos... serviram apenas para aumentar o tormento, para ampliar a busca, para aumentar o dano. 

Tem horas que as próprias horas não passam, simplesmente porque a gente também não passa... simplesmente porque a gente ficou parado no ponto, esperando uma confirmação de que tudo (repetido tantas vezes) estivesse pronto. Mas de tanta espera - percebemos que um outro novo caminho (no final) já era. E voltamos ao ponto inicial da partida, como se estivéssemos partindo ao meio à nossa vida, deixando um passado de hoje e recomeçando um futuro de ontem.

 Então... uma parte de ontem dá um novo ponto de início e dali ao abismo, basta um salto para o infinito! Assim - definitivamente -, tem horas que é melhor nem ter começado, porque depois do começo... existe um bocado de história, existe um amontoado de causos; existe um bocado de lenda... e tudo que restou não serviu para aprimorarmos a senda. 

Então de fato, nesse nosso constante aprendizado, tem horas que é preciso fazer escolhas e noutras submeter-se ao que nos escolheram. Tem horas que é preciso saber ouvir os até logo, os adeus e - até mesmo - os não me importo. Tem horas que precisamos guardar o coração para que ele não morra ainda mais... de prazer, de solidão, de medo ou de amor. Tem horas que é preciso deixar de pensar, posto que o pensamento dentro de nós vira tormento. 

Tem horas que é preciso saber abrir mão dos nossos maiores tesouros, dos nossos amores... simplesmente para que o nosso coração não afunde e para que outro coração, com muito mais precisão e maestria, valorize-os e transforme-os ainda mais em tesouros. E é justamente nessas horas... nas horas de abrir mão dos amores... que as pessoas se espantam, justamente porque se acomodaram ao velho baú. 

Tem horas, que na frente do espelho, não haverá uma palavra para contar... porque todas as palavras já foram ditas, todas as histórias já foram vencidas, todas as batalhas já foram encerradas. Tem horas que olhando bem nos olhos, que revendo todas as passagens, todas as quimeras, todas as jornadas... só veremos nós mesmos e, absolutamente, mais nada! 

Tem horas que o coração cala, a boca cala... e a vida segue! E se fugirmos dessa regra... tentando achar um algo novo... quem sabe veremos uma lágrima caindo... salgando os lábios, molhando o rosto de quem mais amamos! A vida segue... Os amores passam... O coração continua batendo! 

 ( Adriano Hungaro )

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

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Livra-me dos teus pecados 
Do seu corpo, pedaço por pedaço 
Livra-me das tuas insanas ternuras 
Todas regadas a vinho e luxúria 

Livra-me, porque não sou Santo 
Porque sou a parte pecaminosa desse teu encanto 
Porque sou a parte mais lasciva 
de todos os teus sonhos 
Da madrugada as antemanhãs 
Apenas teus sinônimos 

Entre o sonho e as lendas 
Entre o teu corpo e minha boca 
Entre todos os teus encantos 
E os mais singelos pecados 

Livra-me de ti... antes que a ti consuma 
Pedaço por pedaço 
Gemido por Gemido 
Loucura por loucura 

Adriano Hungaro 
31/05/2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

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Você pode se esconder das pessoas, dos piores assuntos, das piores amizades... dos amores mais medíocres. Você pode até mesmo considerar que, ao se esconder, eles jamais te acharão. Todavia, passe o tempo que passar, esteja você onde estiver, pense você como quiser... lembre-se sempre: você jamais conseguirá se esconder de quem está dentro de você!

( Adriano Hungaro)
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Se tem grandes asas então vira anjo... e na queda fria vira cometa; mas também vira estrela cadente que depois de perder a força se transforma em carrossel, girando por todos os lados até tornar-se uma constelação gigantesca que vai desabando em queda livre... no abismo das tuas possibilidade. E assim... caindo cada vez mais rápido vai se destruindo até explodir no solo e tornar-se terra fértil de onde brotaram milhares de "flores estrelas"... essas que vão enfeitando o teu jardim de monstros e, em estilhaços, subindo novamente com asas até tornarem-se um jardim celeste, uma nova constelação que brilha em cores acima de todos os maiores astros. E, lentamente, brilhando acima de todos os astros vai se despedaçando e virando centenas de outras estrelas cadentes (agora maior)... e vai virando cometas, te dando asas e te fazendo super-herói... até silenciar-te. E, depois do teu silêncio mais profundo, como um mergulho gigantesco em apneia, solta um grito de horror enorme que assusta todo o teu sono e te faz descobrir, ainda moribundo, que você perdeu a hora... que teu sonho acabou! 

(Adriano Hungaro)

sábado, 5 de dezembro de 2015

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Quem sabe um dia, antes do adeus e das despedidas, bem antes do último suspiro, do último aceno e da última lágrima... Quem sabe muito antes de toda e qualquer eternidade... eu te beije de verdade! Quem sabe eu te murmure um poema de amor, daquele amor que não pude te dar, porque o tempo passou ligeiro, porque a vida passou depressa e (simplesmente) porque nós passamos em tempos diferentes. Eu com muitas vidas... Você aprendiz dela! Ora... então quem sabe um dia, muito além de todas as regras... muito além de todas as idas e vindas... muito além de todos os nossos desencontros... Eu te encontre, te abrace e beije... de forma infinita e sem hora de parar. Quem sabe um dia... bem depois do sonho e antes do pesadelo... eu te morda a pele e o corpo inteiro, dos pés a cabeça... passando por cada pedaço dos teus pecados. Quem sabe um dia eu deixe de ser apenas pseudo poeta... Quem sabe eu pare de viver tanta racionalidade e esperar tantos resultados práticos. Quem sabe eu realmente tome coragem de ser eu mesmo, me lance no abismo da tua sentimentalidade, te peça desculpas e diga (murmurando em teus ouvidos) ... ME PERDOE A AUSÊNCIA... DESDE SEMPRE EU TE AMO! 

(Adriano Hungaro)

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Que as sombras não te afastem os preciosos raios do sol e, na mesma condição, também jamais te impeçam de ver os próprios caminhos. Que a escuridão que muitas vezes te cerca não ofusque seus olhos e, se por acaso ofuscar, que não te abale e não te faça perder o ritmo. Porque apesar de todas as sombras e das escuridões, sobrevives sempre dos teus raios de sol e dos próprios caminhos; sobrevives dessa energia sobrenatural e indefinível que nunca deixará de brilhar. E assim, por mais distantes que eles estejam... por mais profundo que seja o poço... por mais difícil que seja pensar em sair de tudo isso... lembra-te de todos os teus horizontes e de todos os teus raios de sol; lembra-te que quem enxerga essa energia é só você mesma! Lembra-te que no final, um pouco além do encontro entre o céu e o abismo, teu brilho nunca veio de fora... sempre esteve dentro de você! 

(Adriano Hungaro)

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Senhor... que saibamos agradecer todos os nossos dias e todos os nossos momentos. Que consigamos ter fé para superar os momentos mais difíceis e que, com humildade, possamos entender que esses momentos são grandes escolas. Que em todos os instantes saibamos agradecer a nossa vida e o nosso livre arbítrio... e que por ele, pelo nosso livre arbítrio, saibamos deliberar as melhores ações, caminhar pelos melhores lugares e estabelecer o que melhor nos convém. Que o Senhor nos guie por todos os caminhos e que tenhamos proteção por onde quer que estejamos. Que tenhamos capacidade de aplicar o nosso amor ao próximo... Que possamos saber dosá-lo aos que merecem, bem como amar aqueles que nem acreditam nele. Que saibamos reconhecer os bons dos maus, os justos dos injustos e, na mesma balança, pesar nosso melhor senso de justiça para todos eles. Que o tempo nos seja leve e, se não for, que o Senhor nos dê força para carregá-lo, superá-lo e vencê-lo. E mesmo que todos se ausentem... que o Senhor nunca se ausente de nós. E mesmo que todos emudeçam...que o Senhor jamais se silencie de nós. E mesmo que todos simplesmente desistam... que o Senhor, por onde quer que andemos, jamais desista de nós. Amém! 

(Adriano Hungaro)

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Que não nos falta a coragem de abrir mão de todos os nossos comodismos; que tenhamos força para lançar fora todas as nossas acomodações, mesmo que elas estejam diretamente ligadas ao fundo do coração. Que saibamos interpretar que muitas e muitas vezes quem amamos não nos ama... e a ordem inversa também pode ser mais que verdadeira. Porque nesta vida, infelizmente, a cada dia que passa treinamo-nos a viver cada vez mais por comodismo... por simples e mera relação causa e efeito... Sem calor, sem gosto, sem cheiro! Acomodamo-nos a ponto de viver sem qualquer cumplicidade... e sem cumplicidade não se vive de amor, não se vive a melhor vida... porque a balança sempre irá pesar de forma distinta... Serão dois pesos e duas medidas! Então, que haja sempre o melhor discernimento entre a vontade de estar sempre perto por necessidade... e a mísera necessidade de estar perto apenas por estar perto, sem qualquer sentimentalidade que valha a pena isso. No final... entre nós e dentro de nós... que não seja absolutamente nem mais e nem tampouco menos. Que seja sempre da forma exata e na medida exata; que todos tenham de nós... apenas e simplesmente aquilo que merecem! 

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Feliz será quando você, sem esforços, 
já não deixar mais nenhuma pegada na sua estrada. 
Porque desse momento em diante... Você ganhou asas! 

(Adriano Hungaro)

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Amplie teu olhar, aguce tua percepção, aumente tuas distâncias, 
aprofunde os teus sentidos. Muitas vezes... para encontrar um amor... 
você vai precisar enxergar o invisível! 

(Adriano Hungaro)