Depois de um tempo começamos a perceber melhor as pessoas... e compreendemos tanto aquelas que estiveram perto quanto aquelas que se afastaram; e entendemos também que - em todos os casos - a condição de manter perto ou afastar-se foi exclusivamente nossa... e que fomos nós mesmos que escolhemos - com ações, gestos e palavras - quem devia estar perto e quem deveria afastar-se.
Mas, muitas e muitas vezes, mantemos quem queremos longe por perto... porque é melhor manter a visão numa besta fera do que, sorrateiramente, ser surpreendido por ela. Assim, vamos escolhendo pormenorizadamente quem fica e quem vai; escolhendo quem estará junto e quem estará excluído.
Entretanto, por sermos reles mortais, não acertamos todas... porque muitas vezes as feras são boas e os bons são feras. E justamente por isso não devemos nos arrepender... porque erramos, porque nossas escolhas são como os segundos que passaram nesta leitura... segundos que não têm volta.
E assim, por não ter volta, pagamos sempre o preço de mantermos perto e de mantermos longe; algumas vezes nos vangloriando dos acertos... algumas outras tantas vezes - silenciosamente - condenando-nos pelos erros. Tudo isso como os segundos que se passaram... sem direito a retorno... sem volta!
Mas, muitas e muitas vezes, mantemos quem queremos longe por perto... porque é melhor manter a visão numa besta fera do que, sorrateiramente, ser surpreendido por ela. Assim, vamos escolhendo pormenorizadamente quem fica e quem vai; escolhendo quem estará junto e quem estará excluído.
Entretanto, por sermos reles mortais, não acertamos todas... porque muitas vezes as feras são boas e os bons são feras. E justamente por isso não devemos nos arrepender... porque erramos, porque nossas escolhas são como os segundos que passaram nesta leitura... segundos que não têm volta.
E assim, por não ter volta, pagamos sempre o preço de mantermos perto e de mantermos longe; algumas vezes nos vangloriando dos acertos... algumas outras tantas vezes - silenciosamente - condenando-nos pelos erros. Tudo isso como os segundos que se passaram... sem direito a retorno... sem volta!
(Adriano Hungaro)



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