SONETO DO RIO DA VIDA
A vida no se curso é tão estranha!
Paixões, poemas, flores e tanto acaso
E nesse acaso de paixões, de flores e poemas
De dois se forma um “pra todo sempre”.
Mas ocorre que entre os dois há o rio da vida
Um rio tão caudaloso e cheio de perigos
Quando parece manso ele se enche de tormentas
Que naufragam e afogam os sentidos
E assim, por naufragar todos os sentidos
O rio da vida destrói pra sempre todo acaso
Na tormenta de suas águas caudalosas
Se vão paixões, poemas, flores e os sentimentos.
E as duas vidas que “pra sempre” eram só uma
No rio da vida, naufragam sós, jazem sozinhas.




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