A única condição que separa o sonho da realidade é a força de vontade em realiza-lo!
( Adriano Hungaro )

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012




















As vezes a gente quebra as taças... e deixa que o vidro se espalhe pelo carpete da sala. As vezes a gente dispara a arma... e deixa que o tiro não acerte o inimigo no campo de batalhas. As vezes a gente silencia-se e deixa que a falta de palavras seja a melhor resposta. As vezes a gente mata a saudade... e deixa o sentimento guardado num canto do diário. As vezes a gente mata o amor... e deixa que a vida nos carregue de braços abertos para o melhor caminho... para o melhor destino... para a melhor lenda. Porque nem tudo que agrada ao mundo (definitivamente) nos agrada... nem tudo que brilha feito diamante tornar-se-á a nossa pedra mais preciosa; nem todo ouro é nosso melhor presente. Porque eu fico muitas vezes com os vidros do carpete... eu prefiro muitas vezes o tiro exato que não mata (por pura opção). Eu contento-me com o melhor silêncio, com a melhor resposta e a pior pergunta. Eu guardo a saudade num papel de bar e deixo que o amor me mate para - depois de duas lágrimas - jogar-me de braços abertos no abismo. O que querem que faço... eu não faço; mas soletro meus afazeres de modo não interpretável. Um dia perco o amor... noutro dia perco a esperança. Mais a frente perderei (certamente) a minhã alegria... mas, cristalinamente, a vida é assim... de ganhar e perder. Todavia, por mais que perca, eu nunca - absolutamente nunca - me perderei de mim... Mesmo que para isso tenha perdido mil batalhas. Mesmo que para isso tenha morrido mil vezes. Mesmo que para isso... tenha perdido todos os meus amores!


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